Bônus no checkout: aumente o valor sem cortar o preço

Tela de checkout mostrando a seção de bônus com valores originais riscados ao lado do produto principal

Desconto sai da sua margem. Veja como usar bônus no checkout, giftcards e cupom de afiliado para aumentar o valor da oferta sem baixar o preço.

Novembro chegou e, com ele, a mesma pressão de todos os anos: cortar o preço para não ficar de fora. O problema é que desconto é a única alavanca que sai direto da sua margem — e, depois da campanha, o cliente aprende a esperar a próxima promoção. Existe um caminho menos caro: em vez de baixar o preço, aumentar o que vai dentro da oferta.

Por que desconto é a alavanca mais cara que você tem

Quando você tira 30% do preço, você não tira 30% do lucro: você tira 30% do preço cheio sobre uma base que já paga taxa, imposto, tráfego e suporte. Em produtos de ticket baixo o efeito é brutal, porque a parte fixa do custo por venda não cai junto — ela continua lá, igual. Se você nunca fez essa conta com números reais, vale rever como a taxa fixa pesa no low ticket antes de decidir o tamanho do desconto.

Bônus funciona na direção oposta. Um produto que já está pronto na sua conta tem custo marginal perto de zero: você entrega o mesmo arquivo, a mesma aula, o mesmo acesso. O valor percebido pelo comprador sobe, o preço não desce, e a sua margem continua de pé.

A diferença entre bônus, order bump e desconto

Essas três coisas costumam ser confundidas, e misturar os papéis estraga a oferta:

  • Bônus vai de graça junto com a compra. Serve para aumentar o valor percebido e justificar o preço cheio.
  • Order bump é uma oferta paga que o comprador escolhe adicionar no checkout. Serve para aumentar ticket médio — não para justificar preço. Se a mecânica ainda não está clara, o guia de order bump cobre isso em detalhe.
  • Desconto reduz o preço. É a última alavanca, não a primeira.

A sequência saudável é: primeiro empilhar bônus, depois oferecer order bump, e só então — se ainda fizer falta — mexer no preço.

Como montar a pilha de bônus na prática

Na Maisfy, isso é um bloco do editor de checkout. No Combo de Produtos, você escolhe quais produtos da sua própria conta entram como brinde — até seis por checkout. O comprador vê uma seção “Você também leva de brinde”, com o valor original riscado e a indicação de gratuito, e a entrega acontece automaticamente depois do pagamento aprovado: acesso completo a cada bônus, igual a uma compra comum.

O detalhe que faz diferença é o valor riscado. Ele transforma uma lista de brindes em uma conta que o comprador faz na cabeça: o principal custa R$ 297, mas vem com três itens que somam R$ 480. Você não mudou o preço — mudou a comparação.

Escolhendo o que entra

Bônus bom não é bônus caro, é bônus que resolve o obstáculo seguinte. Se o produto principal ensina a montar a oferta, o bônus natural é o material que ajuda a divulgar. Empilhar seis itens desconexos só dilui a mensagem; dois ou três que completam o caminho do aluno funcionam melhor.

Quando o bônus precisa sair da sua conta

Tem campanha em que o bônus não é para o comprador final — é para um parceiro, uma empresa ou um evento. Nesse caso você não quer liberar o produto no checkout, quer entregar um código que a pessoa resgata depois.

É para isso que existem os Giftcards da Maisfy. Você gera um lote de códigos de resgate — até 10.000, com prefixo próprio para identificar a origem — e cada pessoa resgata o seu em maisfy.com.br/voucher escolhendo um dos produtos do lote. O checkout aparece com total grátis, sem pedir pagamento, e o acesso é liberado com área de membros e certificado. Cada código vale uma ativação só.

Dois pontos operacionais importam aqui. O primeiro: o painel mostra o status de cada código, quem resgatou, qual produto escolheu e a data, com exportação em planilha. O segundo, e mais valioso: os dados informados no resgate entram no seu CRM com produto e data. Mesmo quando o lote foi vendido para uma empresa, a base de contatos fica sendo sua — e dá para fazer oferta adicional por WhatsApp depois.

O bônus que vira canal de venda

Quando o volume justifica, o giftcard deixa de ser brinde e passa a ser atacado. Em vez de vender um acesso por vez, você vende lotes fechados — kits de 10, 50 ou 200 códigos com preço único — para RH de empresa, associação, franquia ou parceiro, e cada pessoa resgata o seu sozinha. O mesmo produto, o mesmo conteúdo, um canal de venda diferente.

Para produtos físicos a lógica se mantém: o código libera o item, quem resgata informa o endereço, e você envia depois. Serve para amostra e brinde em evento sem levar estoque para o local.

Bônus com nome e dono

Há ainda um formato intermediário, útil quando o bônus é conquistado e não dado: o Cupom Exclusivo, um código de desconto amarrado a um afiliado específico. Toda venda feita com aquele código gera comissão para ele, mesmo que o comprador tenha chegado pelo link de outra pessoa — o cupom tem prioridade na atribuição. É desconto, sim, mas desconto com rastreio: você sabe exatamente quanto cada parceiro trouxe, e o comprador não precisa clicar em link nenhum, só digitar o código no checkout.

Dá para limitar o uso total e por comprador, travar um desconto máximo, aplicar no frete e definir expiração. Isso é o que separa um cupom de campanha de um vazamento de margem.

Antes de aceitar a margem que te deram

Toda essa conversa — bônus, order bump, desconto — acontece dentro do espaço que a taxa da plataforma te deixa. Quanto menor o custo por venda, menos você precisa apertar a oferta para fechar a conta.

Na Maisfy, a taxa é negociável, inclusive a parte fixa. Não é uma tabela fechada: a partir de certo volume as condições são tratadas caso a caso. Se faz sentido revisar a sua, você pode falar com o SAC pelo WhatsApp ou marcar uma reunião de negociação direto com o CEO pela agenda dele. Vale comparar com a sua condição atual antes de montar a campanha, não depois.

O que levar daqui

Desconto é a alavanca mais fácil de usar e a mais cara de manter. Bônus é mais trabalhoso de montar e muito mais barato de sustentar — e, diferente do desconto, não ensina o cliente a esperar. Se você vai montar uma campanha neste mês, comece pela pilha de brindes e pela sua condição de taxa; o preço é a última peça que você mexe. Para montar a oferta inteira a partir dessa lógica, o passo seguinte é montar uma oferta nova sem desconto.

Blog Maisfy
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.