Mapa do Brasil com zonas de frete divididas por capital, metropolitana, interior e litoral
Cobrar o mesmo frete para capital e interior faz você perder margem e venda ao mesmo tempo. Veja como dividir cada estado em quatro zonas. |
Quem vende produto físico conhece a cena: você precisa definir um valor de frete para São Paulo. Só que “São Paulo” inclui um endereço a dez quilômetros do seu galpão e outro numa cidade do interior a seiscentos. Você escolhe um número no meio e segue a vida — e é aí que o problema começa.
A média não é um meio-termo. É um erro duplo
Esse é o ponto que costuma passar despercebido. Um frete médio por estado não erra um pouco para cada lado: ele erra nos dois ao mesmo tempo, e em direções opostas.
Nas entregas mais caras — interior distante, rotas complicadas — você cobra menos do que gasta. Cada pedido desses corrói margem, e você nem percebe, porque o prejuízo fica diluído no faturamento do mês.
Nas entregas mais baratas, o efeito é pior. Você cobra mais do que precisaria de quem mora perto — e quem mora perto é justamente quem converteria melhor, com prazo curto e custo baixo. Frete alto é um dos principais motivos de abandono de carrinho, então você está espantando o comprador mais fácil que tem.
O resultado é uma operação que subsidia quem está longe cobrando caro de quem está perto. É difícil imaginar arranjo pior.
Quatro zonas em vez de uma
Na Maisfy, cada estado entra na tabela já dividido em quatro zonas, com as faixas de CEP prontas:
- Capital — costuma ter o menor custo e o menor prazo.
- Área metropolitana — as cidades vizinhas, que têm custo próprio: nem o da capital, nem o do interior.
- Interior — distâncias maiores, prazo maior, custo que precisa ser cobrado de verdade.
- Litoral — rotas com logística e prazo diferentes do interior, tratadas à parte.
Você informa valor e prazo de cada zona, e o checkout aplica o correto para o CEP digitado. A separação do litoral é um detalhe que mostra conhecimento de causa: quem envia para cidade de praia sabe que a logística não se parece com a do interior, ainda que a distância no mapa seja semelhante.
Frete cobrado com precisão não é economia de centavos. É parar de perder margem numa ponta e venda na outra — simultaneamente.
Deixar o comprador escolher a pressa
Cada zona aceita duas opções: a entrega padrão, que é a sua logística de sempre, e a expressa, que você ativa onde consegue entregar mais rápido, com valor e prazo próprios.
No checkout, as duas aparecem lado a lado, com prazo em dias úteis, e o comprador decide se quer pagar mais para receber antes.
Isso resolve uma tensão antiga. Sem opção expressa, você é obrigado a escolher entre um frete barato e lento — que perde quem tem pressa — ou caro e rápido, que perde quem é sensível a preço. Com as duas na tela, cada perfil encontra o que procura, e a urgência de quem precisa do produto para uma data vira receita adicional em vez de venda perdida.
As exceções são onde a ferramenta fica interessante
Em qualquer operação existe uma região fora da curva: a cidade vizinha ao seu galpão, o bairro que você atende com entrega própria, um trecho com custo bem acima da média.
No menu do estado, você usa Adicionar Exceção: dá um nome, informa CEP inicial e final e define condições próprias — valor, prazo, frete grátis e expresso. Essa faixa passa a valer sobre a zona oficial sempre que o CEP do comprador cair dentro dela.
É o que permite, por exemplo, oferecer frete grátis para a sua cidade sem abrir mão de cobrar o resto do interior. Ou cobrar mais caro por um trecho que a transportadora trata como área de risco, sem penalizar o estado inteiro.
Bloquear é tão importante quanto cobrar
Se você não entrega em determinado estado ou faixa de CEP, dá para bloquear. O checkout informa que o frete está indisponível para aquele endereço.
Parece uma funcionalidade negativa e é exatamente o contrário. Vender sem conseguir entregar é pior do que não vender: gera reembolso, reclamação pública, tempo de atendimento e um cliente insatisfeito que não volta. O bloqueio evita o pedido que você não teria como cumprir.
E há um detalhe elegante: uma exceção mais específica continua valendo dentro de uma região bloqueada. Você pode não atender um estado inteiro e, ainda assim, entregar em uma cidade dele — situação comum para quem tem um parceiro logístico local ou um cliente recorrente isolado.
Frete grátis que o cliente enxerga
Quando você marca a zona como grátis, o comprador não vê simplesmente um campo vazio. Ele vê o valor original riscado e a palavra “Grátis” ao lado, e nada é somado ao pedido.
É a diferença entre não cobrar e mostrar que não está cobrando. Sem a referência, o benefício não existe na cabeça de quem compra — é apenas um custo que não apareceu. Com o valor riscado, ele consegue medir a vantagem que está recebendo.
É o mesmo mecanismo de ancoragem que discutimos em combo de produtos: o cérebro precisa de um número de comparação para atribuir valor a algo.
Uma tabela por operação, não uma para tudo
Em Gerenciar Produtos → Frete ficam todas as suas tabelas. Você cria quantas quiser, ativa, duplica uma existente para adaptar e vincula a tabela certa a cada checkout.
Isso importa porque produtos diferentes têm logística diferente. Um item pequeno e leve não deveria pagar a mesma tabela de um volumoso. Duplicar e ajustar resolve em minutos o que seria uma configuração inteira do zero.
E há o atalho de replicar a mesma condição para todas as zonas de um estado, útil quando você realmente quer um valor único ali — a diferença é que agora isso é uma escolha, e não uma limitação.
Como montar a sua tabela
- Levante o custo real por região nos últimos envios, em vez de estimar. A diferença entre capital e interior costuma surpreender.
- Comece pelos estados que mais vendem. Não precisa configurar o Brasil inteiro no primeiro dia.
- Use exceção para a sua própria cidade — é quase sempre a primeira que vale a pena.
- Bloqueie o que você não atende antes de abrir a próxima campanha, não depois do primeiro pedido impossível.
- Teste com CEPs reais de regiões diferentes antes de publicar, simulando a compra até o fim.
Se você vende físico e digital na mesma vitrine, vale conferir como o resto da operação se organiza em loja própria — a tabela de frete é um dos poucos pontos em que o físico exige configuração própria.
Precisão no frete é margem que você já tinha
Não é preciso vender mais para ganhar mais aqui. Cobrar o valor certo em cada região recupera margem que estava sendo doada nas entregas caras e destrava vendas que estavam sendo perdidas nas baratas.
Se a sua tabela hoje tem um valor por estado — ou pior, um valor único para o Brasil —, vale abrir a configuração e começar pelos três estados que mais vendem. É das poucas mudanças que melhoram margem e conversão ao mesmo tempo.
A Maisfy é uma plataforma que une a força de vendas dos influencers e afiliados com a capacidade de criação e empreendedorismo dos produtores e seus parceiros de negócios (co-produtores), entregando ferramentas que auxiliam no dia a dia da venda de produtos físicos e digitais.











