Tabela de taxa por faixa de faturamento sempre comeca com “a partir de”. Veja como descobrir a taxa que voce paga de verdade e o que da para negociar.
Taxa por faixa de faturamento: qual é a sua de verdade
Chega a temporada de pico e o mercado digital enche de tabela de taxa na tela. Percentuais que descem conforme o faturamento sobe, sempre apresentados com a mesma fórmula: “a partir de”. O número que vira manchete existe — só costuma não ser o seu.
O que o “a partir de” está dizendo
Taxa escalonada por faturamento é prática comum e faz sentido: quem movimenta mais volume tem custo unitário menor para a plataforma, e isso volta como percentual menor. O problema não é o escalonamento. É comparar plataformas pelo número do último degrau quando você está no primeiro.
Então, antes de qualquer comparação, resolva duas informações sobre você mesmo: em que faixa você está hoje, considerando o faturamento do mês anterior, e qual é o percentual daquela faixa. Esses dois dados transformam uma peça de marketing em informação utilizável.
Vale checar também quando a faixa é reavaliada. Se o cálculo olha o mês fechado anterior, o mês em que você escala é o mês em que ainda paga a faixa antiga — detalhe que muda a conta de uma campanha agressiva.
São duas linhas, não uma: percentual e fixa
Taxa de plataforma quase nunca é só um percentual. Normalmente é percentual mais um valor fixo por venda aprovada. E é o fixo que distorce qualquer comparação, porque ele pesa de forma completamente diferente dependendo do seu ticket.
Um exemplo ilustrativo, com uma taxa hipotética de 5% + R$ 2,00:
- Ticket de R$ 47: R$ 2,35 + R$ 2,00 = R$ 4,35. Custo real da venda: 9,3%.
- Ticket de R$ 197: R$ 9,85 + R$ 2,00 = R$ 11,85. Custo real: 6,0%.
- Ticket de R$ 997: R$ 49,85 + R$ 2,00 = R$ 51,85. Custo real: 5,2%.
Mesma tabela, três realidades. Quem vende isca de entrada, ebook ou produto de baixo ticket está pagando quase o dobro do percentual anunciado — e nenhuma mudança de faixa resolve isso, porque o que aperta é a outra linha. A gente abriu essa conta em low ticket na Black: a taxa fixa decide a oferta e no custo real por venda do seu produto digital.
A pergunta útil não é “qual a menor taxa dessa plataforma?”, e sim “quanto sai cada venda da minha oferta, na minha faixa, no meu ticket?”.
Como montar a sua comparação em cinco minutos
Dá para sair do achismo com uma planilha de uma aba só. Para cada oferta que você vai colocar no ar, anote:
- Ticket da oferta, com o preço promocional, não o cheio.
- Percentual da sua faixa atual, não o da manchete.
- Valor fixo por venda aprovada.
- Custo por venda em reais e em percentual do ticket — é esse percentual que serve para comparar, e ele muda por oferta.
- O que está incluso e o que é cobrado à parte: área de membros, player de vídeo, automação, CRM, disparo. Taxa menor com add-on obrigatório pode sair mais caro no total.
Com a coluna de percentual real na frente, a comparação entre plataformas deixa de ser uma disputa de manchete. E aparece na hora qual das suas ofertas está sustentando a operação e qual está só girando.
O que a tabela não resolve sozinha
Mesmo com a conta da taxa fechada, dois itens mexem na margem tanto quanto:
- Prazo de recebimento. Taxa baixa com dinheiro travado não paga tráfego. Se a venda entra hoje e o caixa só vê em duas semanas, o custo da campanha vem antes da receita — assunto de caixa na Black: o prazo de recebimento decide.
- Reembolso e pós-venda. Cada reembolso devolve o produto para o estoque e não devolve o custo de aquisição. É parte do custo por venda que quase nunca entra na planilha antes da campanha, como mostramos em taxa na Black Friday: o custo por venda decide.
Na Maisfy, a tabela é ponto de partida — a taxa é negociável, inclusive a fixa
A Maisfy também publica a conta de forma aberta: 6,90% + R$ 1,90 por venda no padrão, e 6% + R$ 1,00 acima de R$ 50 mil por mês, sem mensalidade, com CRM, EAD e IA inclusos em vez de cobrados como adicional.
A diferença está no que vem depois da tabela. Aqui esse número é um ponto de partida, não um veredito: a taxa é negociável, e isso inclui a taxa fixa por venda — justamente a linha que define a conta de quem vende baixo ticket, isca ou volume, e que raramente entra em negociação no mercado.
Negociar não exige intermediário. Dá para resolver por dois caminhos:
- Falar com o SAC da Maisfy no WhatsApp e apresentar a sua operação.
- Marcar uma reunião de negociação direto na agenda do CEO.
Leve números para a conversa: ticket médio de cada oferta, volume mensal, mix de forma de pagamento, participação de afiliados e qual das duas linhas está doendo mais. Com isso na mesa, a negociação sai do genérico e vira proposta.
Antes de anunciar o desconto, feche a conta
Olhar tabela de taxa é fácil; calcular custo por venda dá trabalho — e é o trabalho que decide se a sua temporada de pico vira lucro ou volume bonito com margem apertada. Rode a conta por oferta, não por plataforma, e compare com o que você paga hoje de fato.
As condições da Maisfy estão abertas em maisfy.com.br/taxas. Se depois da conta a estrutura de custo for o que está apertando o seu desconto, essa é uma conversa que vale ter antes do pico, não depois.
A Maisfy é uma plataforma que une a força de vendas dos influencers e afiliados com a capacidade de criação e empreendedorismo dos produtores e seus parceiros de negócios (co-produtores), entregando ferramentas que auxiliam no dia a dia da venda de produtos físicos e digitais.









