Desconto não é a única alavanca da Black Friday. Veja o que decidir antes de cortar o preço e como proteger a margem de cada venda. |
Toda Black Friday começa com a mesma reunião: alguém pergunta “quantos por cento a gente vai dar?”. A conversa pula direto para o número do desconto, como se essa fosse a única alavanca disponível. E é justamente a mais cara de todas — a única que sai inteira da sua margem, sem nada em troca além do preço menor.
Desconto é a alavanca que você paga sozinho
Quando você tira 40% do preço, não tira 40% do lucro: tira muito mais. Custo de tráfego, taxa por venda, suporte e entrega continuam iguais. O desconto vem todo do que sobrava para você.
Faça a conta com números reais antes de escolher o percentual. Pegue o preço cheio, subtraia tudo o que sai de cada venda e veja quanto resta. Depois repita com o preço com desconto. Em produto de entrada, é comum descobrir que um desconto agressivo transforma uma oferta lucrativa numa oferta que dá empate — e você acabou de comprar tráfego caro para vender no zero a zero.
Isso não significa nunca dar desconto. Significa que o desconto precisa ser uma decisão com número na frente, não um reflexo de calendário.
Três perguntas antes de definir o percentual
1. O que essa venda destrava depois?
Um desconto que só entrega uma venda isolada custa caro. Um desconto que coloca o cliente numa esteira — com um segundo produto natural, uma recorrência, uma turma seguinte — se paga. Antes de escolher o número, responda o que acontece com esse cliente em janeiro.
2. Sua audiência já conhece o preço cheio?
Quem acompanha você há meses sabe quanto custa. Para essa pessoa, o desconto funciona como gatilho de urgência. Para quem chegou ontem pelo anúncio, o preço com desconto é o preço — e você acabou de reposicionar o produto para baixo sem perceber.
3. Dá para aumentar o valor em vez de baixar o preço?
Essa é a pergunta que quase ninguém faz, e costuma ser a que mais rende. É o assunto da próxima seção.
Aumentar o valor percebido custa menos que baixar o preço
Produto digital tem uma vantagem que produto físico não tem: ele se replica sem custo adicional. Cada bônus que você adiciona à oferta aumenta o valor percebido sem tirar nada da sua margem — o oposto exato do desconto.
Na Maisfy, você pode montar um combo com até seis bônus no checkout, usando material que você já tem. Uma aula avulsa, um template, uma planilha, um encontro ao vivo, um módulo de um curso antigo: tudo isso pesa na decisão de compra e não custa nada para entregar de novo.
A segunda alavanca é o order bump: em vez de baixar o ticket, você oferece um complemento barato no momento em que o cliente já decidiu comprar. Ele eleva o valor médio do pedido na mesma visita — e, se você não tem catálogo próprio para oferecer ali, dá para usar produto de terceiro como afiliado e ainda assim ocupar aquele espaço.
Na prática: um desconto de 30% custa 30% da sua margem. Três bônus bem escolhidos custam o tempo de organizar os arquivos.
A outra ponta da margem: o que sai de cada venda
Existe um número que quase ninguém revisa antes da Black Friday, e ele aparece em toda venda que você fizer no pico: a taxa por venda.
A conta que importa não é só o percentual. É o percentual mais o valor fixo, aplicado ao seu ticket real. Num produto de R$ 497, alguns reais de taxa fixa somem no meio. Num produto de entrada de R$ 27 — exatamente o tipo de oferta que mais se multiplica na Black Friday — a taxa fixa pode virar uma fatia enorme do que você recebe. Já tratamos dessa mecânica em taxa fixa por venda: o inimigo do low ticket e em por que a menor taxa nem sempre rende mais.
E aqui vai o ponto que costuma surpreender quem chega de outras plataformas: na Maisfy, a taxa é negociável — inclusive a fixa. Não é uma tabela imutável colada na parede. Se o seu volume, o seu ticket ou o seu mix de produtos justificam uma condição diferente, existe uma conversa a ser feita, e ela é feita com gente de verdade.
Você pode chamar o SAC da Maisfy para entender as condições do seu caso, ou marcar uma reunião de negociação direto com o CEO. Antes de definir o desconto da sua oferta, vale saber exatamente quanto sobra de cada venda — porque às vezes a margem que você procurava não estava no preço, estava do outro lado da conta.
O que decidir esta semana
A Black Friday recompensa quem chega decidido. Três coisas para fechar antes de pensar em criativo:
- A conta da oferta: preço cheio menos todos os custos, e o mesmo com desconto. Se a segunda linha não fecha, o desconto está errado — não a oferta.
- A lista de bônus: o que você já tem pronto e pode entregar sem custo novo.
- O que sai de cada venda: revise a sua condição de taxa antes do pico, não depois.
Se o funil ainda não está de pé, comece por ali — escrevemos sobre isso em Black Friday 2026: por que o funil vem antes da oferta. E se você quiser montar a oferta com as ferramentas na mão, a área do produtor tem o checkout, os bônus e o order bump no mesmo lugar.
Desconto continua sendo uma ferramenta legítima. Só não precisa ser a primeira.
A Maisfy é uma plataforma que une a força de vendas dos influencers e afiliados com a capacidade de criação e empreendedorismo dos produtores e seus parceiros de negócios (co-produtores), entregando ferramentas que auxiliam no dia a dia da venda de produtos físicos e digitais.














