Vídeo rodando não é aula assistida. Veja como o quiz dentro do vídeo e o certificado automático elevam a conclusão e a sua próxima venda.
Uma das mensagens mais comuns que um produtor recebe é esta: “assisti todas as aulas e meu progresso está em 60%, não consigo o certificado”. Parece erro do sistema. Não é. E entender o motivo evita a maior parte das reclamações sobre certificado — além de explicar por que, em alguns cursos, quase ninguém se forma.
Progresso não é só aula assistida
Aqui está a regra que explica quase tudo. O progresso do aluno é a média entre dois componentes:
- Aulas: aulas concluídas ÷ total de aulas.
- Quiz: respostas corretas ÷ total de perguntas.
O número que aparece para o aluno é a média dos dois. Por isso a conta que confunde todo mundo: 100% das aulas com 20% do quiz resulta em 60% de progresso. A pessoa realmente assistiu tudo — e ainda assim está longe do mínimo.
Repare no que isso significa na prática: o quiz não é só engajamento. Ele é metade da nota. Um quiz difícil não deixa apenas o aluno pensativo; ele impede a formatura.
Em cursos sem nenhuma pergunta, o componente some da conta e o progresso passa a ser 100% baseado nas aulas. E, se você despublicar ou remover uma aula, ela sai dos dois lados da fração — o progresso é recalculado sobre o que restou.
As duas condições para alguém se formar
A primeira é o aluno chegar a 90% de progresso. Antes disso, o botão fica desabilitado com o aviso “Complete mais X% do curso”; ao atingir, muda para “Parabéns! Você já pode gerar seu certificado”.
A segunda é a que mais passa batido, e é a origem da maior parte das reclamações: o curso precisa ter um modelo de certificado montado.
Sem esse modelo, o botão não aparece — nem para quem concluiu 100% do conteúdo. O aluno termina o curso, procura o certificado, não encontra nada e escreve para você achando que está com problema na conta. Ele não está: o certificado simplesmente nunca foi desenhado.
Se você prometeu certificado na página de vendas, montar o modelo não é uma tarefa pendente — é parte da entrega que o cliente já pagou.
O editor e os campos que se preenchem sozinhos
No card do curso, pelo menu de três pontos, você abre Certificado e desenha o modelo num editor visual, com blocos de título, texto, imagem, lista e mapa. O limite da folha A4 aparece marcado na tela, e dá para visualizar antes de publicar.
Dentro do texto você usa marcadores que a Maisfy substitui pelos dados de cada aluno na hora da emissão:
{{nome_do_aluno}}— o nome de quem concluiu{{nome_do_curso}}— o nome do curso{{carga_horaria}}— a soma da duração das aulas{{data_conclusao}}— a data da conclusão{{cidade}}— hoje imprime sempre “São Paulo”
Esse último merece atenção prática: se a cidade importa no seu certificado, escreva-a direto no modelo em vez de usar o marcador. É um detalhe pequeno que passa despercebido na montagem e aparece em cem certificados impressos.
O aluno pode imprimir ou salvar como imagem PNG.
Você continua decidindo quem se forma
Os 90% são a régua para o aluno se servir sozinho, não uma sentença. Em Turmas e alunos, no menu do aluno, existe a opção Gerar Certificado: se ele estiver abaixo do mínimo, a plataforma avisa a porcentagem e oferece “Sim, gerar mesmo assim”.
Isso importa porque a régua automática não conhece contexto. O aluno que assistiu tudo, aplicou o método, mandou o resultado por mensagem e tropeçou em três perguntas do quiz merece o certificado — e você entrega na mão.
É o arranjo certo: automação para o volume, decisão humana para a exceção.
Se você quer que todo mundo se forme
Existem três caminhos honestos, e vale escolher conscientemente:
- Monte o certificado. Sem modelo, ninguém se forma — é o passo zero.
- Não use quiz. O progresso passa a ser apenas presença nas aulas, e quem assiste tudo chega a 100%.
- Use um quiz mais simples, que continua marcando o ritmo da aula mas derruba menos gente.
O que não funciona é manter um quiz difícil e esperar que a turma chegue aos 90% sozinha. Ou o quiz é avaliação de verdade — e aí você assume que parte dos alunos não vai se formar sem a sua intervenção — ou ele é ferramenta de atenção, e deve ser calibrado para isso.
Vale acompanhar: o progresso de cada aluno fica visível na tela da turma, em Turmas e alunos. Se a maioria está parada na mesma faixa, o problema é o desenho do quiz, não a dedicação da turma.
Por que vale a pena resolver isso
Certificado parece detalhe administrativo e é uma peça de marketing que trabalha sozinha.
Ele dá ao curso uma linha de chegada visível, o que reduz abandono no meio — faltar duas aulas para o certificado é um motivo concreto para voltar. E, depois de emitido, vira publicação: as pessoas postam certificado nas redes, com o nome do seu curso e a sua marca na imagem, distribuindo prova social para a rede de contatos delas sem custo de mídia.
Além disso, a lista de concluintes é a sua audiência mais qualificada para a próxima oferta. Eles consumiram, terminaram e têm opinião formada sobre o seu trabalho.
Um checklist antes da próxima turma
- Verifique se cada curso ativo tem modelo montado. É rápido e evita a reclamação mais comum.
- Escreva a cidade direto no modelo, se ela aparecer no seu certificado.
- Olhe a distribuição de progresso da turma. Muita gente entre 50% e 70% costuma indicar quiz pesado demais.
- Decida a sua política sobre emissão manual — e avise o suporte, para que a resposta seja consistente.
- Teste com um aluno real, gerando o certificado e conferindo como os campos ficaram no papel.
Se você ainda está estruturando a entrega, vale ver como funciona a área de membros e o que escrevemos sobre quiz e conclusão de curso.
A regra invisível é a que gera reclamação
Nada disso é complicado — só não é óbvio. E regra que não é óbvia vira mensagem no suporte, no melhor caso, ou aluno frustrado em silêncio, no pior.
Se você promete certificado, vale conferir hoje mesmo se o modelo está montado e se a régua do seu quiz permite que alguém chegue aos 90%. Dá para ver como o certificado funciona por dentro e ajustar antes da próxima turma concluir.
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