Comparar só o percentual engana. Aprenda a fazer a conta completa, com taxa fixa e ticket médio, e descubra quanto realmente sobra por venda.
Quando alguém escolhe onde vender, quase sempre compara um número só: o percentual. Seis por cento parece melhor que nove, e a decisão termina aí. O problema é que o percentual é metade da conta — e, dependendo do seu ticket, é a metade menos importante.
A conta completa tem duas partes, não uma
Praticamente toda plataforma cobra em dois pedaços: um percentual sobre o valor da venda e um valor fixo por transação aprovada. A fórmula é simples e vale para qualquer uma delas:
Faturamento − (percentual × faturamento) − (taxa fixa × número de vendas)
Repare no último termo. Ele não depende do quanto você faturou, e sim de quantas vezes você vendeu. Duzentas vendas de R$ 27 e vinte vendas de R$ 270 dão o mesmo faturamento, mas a segunda situação paga dez vezes menos taxa fixa.
É por isso que o percentual sozinho não responde nada. Ele só ganha sentido quando você sabe o seu ticket médio.
Um exemplo em que o percentual menor perde
Vamos comparar duas estruturas de cobrança reais do mercado: 4,99% + R$ 2,49 e 6,90% + R$ 1,90. No papel, a primeira parece claramente mais barata — quase dois pontos percentuais de diferença.
Agora aplique num produto de entrada: e-book de R$ 27, 200 vendas no mês, R$ 5.400 de faturamento.
- 4,99% + R$ 2,49 → custo de R$ 767,46. Sobram R$ 4.632,54. Custo real: 14,21%.
- 6,90% + R$ 1,90 → custo de R$ 752,60. Sobram R$ 4.647,40. Custo real: 13,94%.
A estrutura com o percentual quase dois pontos maior saiu mais barata. A taxa fixa de R$ 2,49, multiplicada por 200 vendas, comeu a vantagem inteira do percentual.
E repare no dado mais incômodo: nos dois casos, o custo real passa de 13% — muito acima do número que qualquer uma das duas anuncia. Em low ticket, é sempre assim.
Agora inverta o ticket e a conta vira
Mesmo comparativo, produto de R$ 997, 20 vendas no mês, R$ 19.940 de faturamento:
- 4,99% + R$ 2,49 → custo de R$ 1.044,81. Custo real: 5,24%.
- 6,90% + R$ 1,90 → custo de R$ 1.413,86. Custo real: 7,09%.
Aqui a lógica se inverte por completo: a taxa fixa virou detalhe e o percentual passou a mandar. A diferença de quase R$ 370 em vinte vendas é quase toda percentual.
Não existe “a menor taxa”. Existe a menor taxa para o seu ticket. A mesma tabela que é ótima para quem vende mentoria é ruim para quem vende e-book, e vice-versa.
Por que a Maisfy oferece mais de uma faixa
É exatamente por causa dessa inversão que não faz sentido ter uma tabela única. Na Maisfy as faixas são:
- Padrão: 6,90% + R$ 1,90 por transação aprovada.
- Acima de R$ 50 mil por mês: 6% + R$ 1,00.
- Opção alternativa, bastante usada: 4,99% + R$ 2,49.
- Plano VIP: condições negociadas conforme o volume.
Existir a opção de 4,99% + R$ 2,49 ao lado da padrão não é redundância: é reconhecer que produtor de ticket alto e produtor de ticket baixo precisam de estruturas diferentes. Escolher errado entre as duas custa dinheiro todo mês, em silêncio.
Não há mensalidade em nenhuma delas. A taxa incide só sobre venda aprovada — sem cobrança por produto cadastrado, por aluno na área de membros ou por contato no CRM.
A terceira variável que ninguém coloca na planilha
Ainda falta um pedaço da conta, e ele costuma ser maior que a diferença entre as tabelas: o que você deixa de gastar por já estar incluso, e o que você deixa de faturar por não ter.
Na Maisfy, entram sem custo adicional a área de membros com quiz e certificado, o CRM com WhatsApp integrado, o disparo de WhatsApp com recuperação de carrinho, o analytics, a IA, a loja própria e o programa de afiliados. Em muitas plataformas, metade disso é assinatura à parte ou ferramenta contratada fora — e essa despesa não aparece quando você compara só percentual com percentual.
Do lado da receita, recursos como order bump cruzado, upsell e recuperação automática aumentam o quanto você fatura sobre o mesmo tráfego. Um ponto percentual de taxa a mais pode ser irrelevante diante de uma receita por visitante maior — mas aqui vale a honestidade: esse ganho depende da sua oferta e do seu funil, não é garantia. Trate como hipótese a testar, não como número de planilha.
Faça a sua conta em cinco minutos
- Pegue o seu ticket médio real dos últimos 90 dias, não o preço de tabela do produto principal.
- Pegue o número de vendas aprovadas por mês, que é o que multiplica a taxa fixa.
- Aplique a fórmula nas faixas que você está comparando e olhe o valor líquido, nunca o percentual isolado.
- Some as assinaturas mensais de ferramentas que a plataforma não cobre. Elas entram na conta.
- Se o seu mix tem produto de entrada e produto caro, faça a conta separada por faixa de preço. A média esconde o problema.
Se preferir não montar planilha, a página de taxas tem um simulador: você informa ticket médio e vendas por mês e vê quanto sobra em cada faixa.
E o ponto que muda tudo: a taxa é negociável
Tabela publicada é ponto de partida, não sentença. Na Maisfy a taxa é negociável — e isso inclui a taxa fixa, não apenas o percentual. Para quem vive de volume em ticket baixo, negociar o valor fixo costuma valer mais do que arrancar décimos do percentual.
Se você fatura acima de R$ 10 mil por mês, as condições são negociáveis e a migração é feita pelo nosso time. Para abrir essa conversa, chame o SAC no WhatsApp ou fale direto com o CEO e marque uma reunião de negociação. Leve os seus números — ticket médio e volume mensal — porque é em cima deles que a conversa acontece.
O número que importa é o que entra na conta
Percentual é marketing. Líquido é realidade. Entre duas plataformas, a que deixa mais dinheiro no seu bolso no fim do mês pode perfeitamente ser a que anuncia o percentual mais alto — e você só descobre fazendo a conta com os seus próprios números.
Se o seu negócio depende de produto de entrada, vale entender por que a taxa fixa pesa tanto nesse modelo: escrevemos sobre isso em taxa fixa por venda: o inimigo do low ticket. E para ver o que está incluso sem custo extra, o mapa do ecossistema mostra o conjunto completo.
A Maisfy é uma plataforma que une a força de vendas dos influencers e afiliados com a capacidade de criação e empreendedorismo dos produtores e seus parceiros de negócios (co-produtores), entregando ferramentas que auxiliam no dia a dia da venda de produtos físicos e digitais.















